Por estes dias recebi, através de uma rede social, uma mensagem: um pequeno scrap que me fez refletir sobre o quanto somos leigos em relação ao papel que temos na vida do outro... Esse scrap era um carinho de uma pessoa q fazia questão da minha presença, de me ver p contar as novidades e me incluir em sua história, e eu não fazia ideia que ela me queria tão bem, afinal, em minha memória, não conseguia lembrar de ter intimidade com essa pessoa... e me coloquei em questão.... Refleti como por vezes, uma fala, um sorriso, um gesto que você faz, desprendidamente, pode influenciar na vida do outro sem que sequer percebamos.... E, inevitavelmente, pensei na responsabilidade de nossos pequenos atos quando tratamos da convivência.
O reflexo que deixamos nos outros é, sem dúvida alguma, nossa maior responsabilidade e deveria ter nossa maior e mais zelosa atenção, o que, na correria do dia a dia, nos faz deixar falhas, lacunas estas que podem ter grande peso para o outro e justificar a atitude de algumas pessoas para conosco... então caros amigos, ao serem atingidos por um descaso, uma ofensa ou uma onda de carinho, pare e pense se não são apenas reações às suas ações... Dê o passo seguinte, arrisque, ceda... a ternura e a humildade são características dos bons.
Coincidentemente, abri um e-mail hoje com conteúdo de similar reflexão. Colo aqui para vocês. Boa leitura.
"O MONGE E O ESCORPIÃO
Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas.
O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o monge deixou-o cair novamente no rio.
Foi então a margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou.
Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.
- Mestre, deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!
O monge ouviu tranquilamente os comentários e respondeu:
- Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha.
Esta parábola nos faz refletir a forma de melhor compreender e aceitar as pessoas com que nos relacionamos. Não podemos e nem temos o direito de mudar o outro, mas podemos melhorar nossas próprias reações e atitudes, sabendo que cada um dá o que tem e o que pode. Devemos fazer a nossa parte com muito amor e respeito ao próximo. Cada qual conforme sua natureza, e não conforme a do outro."
Sabedoria e amor sem fim, de forma que possamos espalhá-los para todos os lados e semear o bom. ;-)