Este texto não é meu, mas traduz EXATAMENTE o meu pensamento. Copio e posto pedindo licença ao autor (a), ampliando a FÉ que o que é bom se compartilha...
"A meu ver, há uma diferença muito grande entre Lealdade e Fidelidade. Tão grande, mas tão grande, que uma nada tem a ver com a outra. O mais infiel dos seres pode ser o mais leal (geralmente, é), enquanto que o mais fiel pode ser o mais desleal (geralmente, também é).
A fidelidade prende-se com o respeito pelos compromissos que se assumem perante uma pessoa, enquanto a lealdade tem a ver com o respeito devido à própria pessoa, isto é, ao seu âmago enquanto indivíduo, algo de tão precioso e tão delicado a que chamamos frequentemente dignidade do ser humano. Além disso, a fidelidade existe somente no contexto amoroso e no contexto dos negócios (de certeza que já ouviram falar dos contratos de fidelização das operadoras telefónicas...), enquanto a lealdade existe em relação a todas as pessoas, principalmente àquelas com quem estabelecemos relações de proximidade (profissionais, amorosas, de amizade, etc.). Simplificando (muito) a coisa, eu diria que a infidelidade fere o orgulho, enquanto a deslealdade fere a dignidade.
A infidelidade põe fim ao compromisso, mas não impede que nasçam outros, novos. Depois da infidelidade podem surgir novos compromissos, assumidos perante as mesmas ou perante outras pessoas, basta que a isso ambas estejam dispostas. Contudo, a deslealdade não pode dar lugar a outras pessoas, a novas pessoas, porque as pessoas não se "fabricam", não se criam por acordo.
Assim, para mim, a lealdade é muito mais importante do que a fidelidade, porque as pessoas têm muitíssimo mais importância do que os compromissos. Os compromissos começam e acabam, renovam-se, são substituídos, voltam a começar e a acabar. Mas as pessoas que passam pela nossa vida, essas, deixam marcas eternas, indeléveis e, em certa medida, diria até que nos constroem.
O dever de fidelidade cessa quando cessam os compromissos; o dever de lealdade para com o nosso semelhante não cessa depois dos compromissos, não cessa sequer depois da morte, porque depois da morte há ainda um nome e uma memória a respeitar, à qual devemos um comportamento leal. É por isso, julgo, que a infidelidade se perdoa, se esquece, tem importância diminuta e não faz de ninguém um ser menor, mas tão somente humano (desenganem-se os que ainda pensam que há pessoas 100% fiéis, pois tal coisa não existe, a não ser que se defenda que a infidelidade é somente física). E é também por isso que a deslealdade é vergonhosa, inesquecível, inapagável e imperdoável.
A infidelidade é algo que devemos evitar a todo o custo, é algo de que não devemos orgulhar-nos e que é, do ponto de vista das relações humanas honestas, incorrecto. Mas a deslealdade, car@s amig@s, a deslealdade é uma filhadaputice inqualificável."
sábado, 30 de abril de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
"PÁSCOA"
Impressionante como estas datas cristãs nos remete a lembranças, mudanças, desejo de renovação, de uma chance apenas para fazer de outro jeito...
Contudo, para renovar é essencial saber o quê mudar e principalmente por quê... E só temos essas respostas quando conhecemos quem somos, o que queremos e o que sonhamos e desejamos.
Investigar-se requer mais do que vontade... requer CORAGEM, pois vamos encontrar coisas das quais não nos orgulhamos e nem sempre teremos força p enfrentar. Afinal, peitar nossos próprios monstros é até louvável, mas domar os mostros que nós mesmos construímos, propositalmente, é excepecionalmente louvável.
Olhar-se no espelho e gostar do reflexo é fácil, importante mesmo é olhar o reflexo que deixamos nos outros e gostar de fato do que vemos.
Desejo que nesta Páscoa, todos nós possamos olhar no outro e sentir orgulho da própria existência.
Bjs!
Contudo, para renovar é essencial saber o quê mudar e principalmente por quê... E só temos essas respostas quando conhecemos quem somos, o que queremos e o que sonhamos e desejamos.
Investigar-se requer mais do que vontade... requer CORAGEM, pois vamos encontrar coisas das quais não nos orgulhamos e nem sempre teremos força p enfrentar. Afinal, peitar nossos próprios monstros é até louvável, mas domar os mostros que nós mesmos construímos, propositalmente, é excepecionalmente louvável.
Olhar-se no espelho e gostar do reflexo é fácil, importante mesmo é olhar o reflexo que deixamos nos outros e gostar de fato do que vemos.
Desejo que nesta Páscoa, todos nós possamos olhar no outro e sentir orgulho da própria existência.
Bjs!
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