quinta-feira, 21 de outubro de 2010

SAUDADE...

Mais um dia daqueles que algo diferente mexe por dentro, cutuca, incomoda... ou melhor, inquieta e parei p me observar melhor, p me permitir sentir... e SENTIR não é lá uma "coisa" muito fácil não. A gente nunca tem a exata noção do quanto e do como, daí perdemos a gestão e o domínio sobre a nossa capacidade de expressar... Essa semana fui forçada a reviver a dor da ausência... e como ela é carrasca! Impressionante como vemos quem amamos em tudo que nos rodeia e basta uma frase, um cheiro, um som, que somos tomados por uma nostalgia que invade e não pede permissão para entrar.  Na verdade, devo expressar melhor quando falo na dor da ausência... não é que não queira lembrar, ao contrário, não se lembra aquilo que simplesmente não se esquece. Lembrar é reviver, e qdo há bons sentimentos nessa retomada, é feliz relembrar os momentos gostosos e felizes, mas são também exatamente os melhores momentos que, quando temos A CERTEZA que não voltarão, dói demais...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Estava revendo meus arquivos quando encontrei este... resolvi postar...

Hoje é mais um dia que meu coração bate descompassado e a respiração parece que trava em alguns momentos dando uma sensação de falta de ar... sintomas de quem está com os sentimentos querendo destrancar.
Véspera de feriado, pensamento em descanso, bem estar, que inevitavelmente associamos a estar com quem amamos, a sentir e oferecer afago, carinho, colo, beijos, abraços, sorrisos, instigar a falar besteiras e sair daquele perfil formal que o trabalho exige que tenhamos no dia a dia.

A lembrar que devemos dar um pouco mais de atenção a nós mesmos, cuidar da
pele, da mente, do cheiro, do gosto, do lado de fora e do lado de dentro.

Vontade de pedir a benção, comer em família, assistir um bom filme, escutar aquele cd que faz um tempão que não nos damos este prazer...
Hoje, lembrei até dos meus cães (nossa, como era bom tê-los!), lembrei das brincadeiras de ruas na infância e adolecência (é pessoas, eu brincava ainda na adolecência e como sinto saudades dessa época), lembrei até de uma surra que levei por que inventei de brincar de "pedir esmola"... meu pai me disse que não estava criando filho pra enganar as pessoas nem "agir de má fé" - ludibriar...(coisa que só descobri o que era anos depois, mas sabia, por sua entonação,que era alguma infração gravíssima!), que honra, respeito e dignidade são qualidades que se aprende na infância.Na verdade, eu avisava as pessoas que estava BRINCANDO de pedir esmolas, mas vai tentar explicar isso a um homem que não gostava nem de cartão de crédito????
Saudades de tantas vezes que minha mãe intercedeu para que eu não levasse uma surra ou para que eu saísse do castigo, lembro de qdo ela deixava eu brincar com a feira do mês (eu fingia que era caixa de supermercado e dessarrumava todo o armário, para registrar o preço um por um, hehehe - abestalhada! Depois tinha que arrumar tudo de novo!), Lembro que ela deixava eu pegar pedaços de pano de suas confecções, nunca fez questão, se fosse pra gente (5 filhos) ela não media esforços! Aliás, acho que herdei de minha mãe minhas habilidades manuais, ela sempre foi ótima com detalhes, coisinhas pra enfeitar e alegrar.
TEMOS SORTE DOS PAIS QUE TEMOS.
Pois é, hoje senti uma nostalgia até (pasmem!) de minhas surras!
E o mala do meu irmão? Meu pai tinha uma mania de toda manhã, colocar a gente (somos 5 irmãos) em fileira, tipo escadinha, e dar um mega-big-ultra-hiper-giga copo (era assim que eu o via, mas na verdade era um copo tipo requeijão) de uma vitamina que ele misturava um monte de trecos gosmentos, entre estes, mastruz, leite, gérmem de trigo, levêdo de cerveja (ieeco!), ovo e sei lá mais o quê... e esperava que tomássemos antes de ir p/ escola.... dizia que cresceríamos fortes e com as defesas internas
revigoradas... pode até ser, mas que era ruim, era! Pois bem, meu irmão maisvelho, esperava a gente tomar a metade (enguiando de gole em gole) e depois escolhia uma "vítima" e trocava os copos! E se a gente dedurasse ele,ficávamos de castigo ou levávamos uns cascudos, já que meus pais saíam para trabalhar e "ele" tomava conta da gente.... pois é... e ainda tem gente que diz que caçula é bajulado...
Como sinto falta dessa época da minha vida! Onde todas as preocupações tinham uma dimensão exata, sabíamos o começo, o meio e o fim...

Mas deixa eu parar pq isso não é uma biografia, é somente uma vontade danada de escrever, de dizer que AMO VCS! Mas AMO AMOR MESMO, de cum força!

AMO e sou grata a cada um da minha família, que, cada qual com seu jeito, foi me tornando quem sou. Amo o fato de, mesmo tendo vontade de esganar de vez em quando (=D), somos unidos e nos amamos.

AMO meus amigos verdadeiros, gente que se tornou uma extensão de minha família, gente com quem me preocupo e desejo ver bem, gente que sei que torce pelo meu melhor, gente GENTE DE VERDADE.

HOJE, só desejo imunidade diplomática no espaço que já conquistei no coração de cada um de vcs, é meu e não saio, ninguém me tira e num dô nem empresto!
É meu e "cabou-se"!
Desejo que vcs estejam bem e que lembrem que amo demais!
Beijo bem graaaande!

Iris Britto
06/09/07

Hoje assiti novamente o filme a CASA DO LAGO e as lágrimas foram inevitáveis... não pela emoção do filme em si, mas pela vontade que me deu de ter esse poder... de voltar DOIS ANOS... de mudar esse período... te ter a escolha em minhas mãos de ter novamente junto a mim quem se foi e me faz tanta... tanta falta...